Vacina é Coisa Séria

Apesar de sempre afirmar que não sou uma pediatra radical, tem um assunto que eu preciso ser: Vacinas.

Não há como lidar com isso de outro jeito. Sendo bem direta:

Vacinas existem para prevenir as pessoas de doenças que matam ou no mínimo deixam sequelas.

Você sabia que:

A primeira vacina surgiu no final do século XVIII. Era para a prevenção da Varíola, uma doença que matava muuuuita gente na época.

criança com variola que não tomou vacina
Criança com varíola.

Você já ouviu falar de alguém que teve varíola recentemente? Não, pois o último caso conhecido foi em 1977 e em 1980 ela foi considerada erradicada do Mundo. Graças a vacinação em massa.

1×0 para as vacinas.

Por volta de 1880, Louis Pasteur, uma importante figura da Medicina, introduziu a segunda geração de vacinas. Eram para a prevenção da cólera e do carbúnculo. A partir dessa época surgiriam várias outras vacinas. Algumas bem conhecidas, como a Tríplice, BCG, Febre amarela e muitas outras. A cada introdução de uma nova vacina os casos de doença diminuíram para níveis baixíssimos ou desapareceram.

Foi o caso do sarampo, que desapareceu no Brasil.

Opa, peraí, sarampo?

Aquela doença que todos nós estamos vendo casos recentes?

Sim, caros leitores, o sarampo foi erradicado em 2016. Entretanto, infelizmente, voltou a existir. A culpa do sarampo aparecer novamente entre a população é a não-vacinação.

Mas, por que alguém deixaria de vacinar seu filho??

Vamos desmistificar?

Quando o bebê nasce ele recebe uma dose da vacina contra Hepatite B. Logo no primeiro mês contra a BCG. Aos dois meses ele vai se proteger contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae, poliomielite, rotavírus, pneumococo.

E aí o coração de mãe aperta: Mas é muita picada doutora!

Eu entendo, na primeira vez que Cecília foi tomar a vacina, eu que ganhei um pirulito da enfermeira, para ver se eu parava de chorar.

Mas você tem que concordar que a picada é melhor que um filho internado doente.

2×0 para as vacinas.

Outra queixa de muitas mães são os efeitos colaterais como febre, vermelhidão no local da vacina, dor.

Querida mamãe, são todos autolimitados!

Autolimitado quer dizer que em alguns dias todos os sintomas vão desaparecer. Enquanto isso dê muitos beijinhos, afinal, beijo de mãe cura tudo. E aguarde estes efeitos passarem.

Em caso de dúvidas, o pediatra do bebê pode ajudar.

Mais uma vez, melhor uns dias com esses efeitos que internado doente.

Já estamos com 3×0 para as vacinas.

 

 

 

Vacinas também não causam autismo, nem causam doenças.

Sim, elas podem produzir efeitos mais graves, da mesma forma que qualquer remédio pode causar efeitos colaterais. Esse é o risco-benefício, e mais uma vez, é inegável dizer que o risco das vacinas é muito menor que o imenso benefício que elas proporcionam.

Vacinas em gestantes previnem doenças nos bebês.

Vacinas nos bebês previnem doenças neles mesmo e nas crianças próximas.

Portanto, vacinem seus filhos. Ou com as vacinas disponibilizadas pelo Sistema de Saúde (SUS), ou em Clínicas Particulares.

O placar é óbvio: vocês dois só tem a ganhar!